Justiça restaurativa como ação comunicativa: equilíbrio entre sistema e mundo da vida

Auteurs-es

  • Luciana Leonardo Ribeiro Silva de Araujo Universidade Federal de Sergipe – UFS
  • Daniela Carvalho Almeida da Costa Universidade Federal de Sergipe – UFS

DOI :

https://doi.org/10.5102/rbpp.v11i3.7386

Mots-clés :

Ação Comunicativa, Sistema, Mundo da Vida, Justiça Restaurativa

Résumé

O presente artigo científico tem por objetivo investigar como a Justiça Restaurativa e o consenso atuam de forma a atenuar a crise sistêmica do direito penal. Através de um método dialético e qualitativo, mediante pesquisa bibliográfica, e utilizando como principal marco teórico a obra “Teoria do Agir Comunicativo”, de Jürgen Habermas, busca-se demonstrar que, por se aproximar da situação ideal de fala, o procedimento restaurativo ajudaria a equilibrar o desengate entre o sistema penal e o mundo da vida e, por conseguinte, abrandaria a crise sistêmica criminal. Inicia-se tecendo esclarecimentos sobre os conceitos de sistema e mundo da vida, demonstrando como ocorreu a colonização deste por aquele através da evolução da sociedade moderna. Após, será abordada a crise do sistema criminal, analisando, em especial, a superlotação do sistema carcerário e os índices de violência no mundo ocidental. Na sequência, serão apresentados os tipos de ação social, a diferença entre ação estratégica e ação comunicativa, para, finalmente, destacar a racionalidade comunicativa como forma de superação da crise sistêmica. Por fim, serão explanados aspectos teóricos da Justiça Restaurativa, como uma nova forma de enxergar o crime, o sujeito ativo e a própria justiça, os quais serão confrontados com os postulados da situação ideal de fala, concluindo-se que, através destes mesmos postulados, os processos restaurativos catalisam a situação ideal de fala, sendo, portanto, uma forma de trazer o equilíbrio entre mundo da vida e sistema.

Biographies de l'auteur-e

  • Luciana Leonardo Ribeiro Silva de Araujo, Universidade Federal de Sergipe – UFS
    Universidade Federal de Sergipe – UFS Mestranda em Direito pela Universidade Federal de Sergipe – UFS. Pós-graduada em Direito Público pela Universidade Anhanguera – UNIDERP; Analista de Direito no Ministério Público do Estado de Sergipe.
  • Daniela Carvalho Almeida da Costa, Universidade Federal de Sergipe – UFS
    Doutora e Mestre em Direito Penal e Processo Penal pela Universidade de São Paulo – USP. Especialista em Direito Penal e Processual Penal pela Universidad de Salamanca. Professora Associada da Universidade Federal de Sergipe, vinculada ao Programa de Pós-graduação stricto sensu em Direito (PRODIR/UFS) e à graduação em direito. Membro da Comissão Executiva e de Articulação Institucional para difusão da Justiça Restaurativa no Estado de Sergipe. Membro do Corpo de Avaliadores da Revista Direito GV, Membro do Corpo de Avaliadores da Revista Membro do Corpo de Pareceristas do Boletim do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim). Líder do Grupo de Pesquisa “Estudos sobre Violência e Criminalidade na Contemporaneidade” (CNPq/UFS). Sergipe, Aracaju.

Références

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Publié

2022-03-01

Numéro

Rubrique

Políticas públicas e ação restaurativa

Comment citer

Justiça restaurativa como ação comunicativa: equilíbrio entre sistema e mundo da vida. (2022). Revista Brasileira de Políticas Públicas, 11(3). https://doi.org/10.5102/rbpp.v11i3.7386