PRÁTICAS EMPREENDEDORAS EM UNIVERSIDADES FEDERAIS NUMA PERSPECTIVA DA QUÁDRUPLA HÉLICE

Auteurs-es

  • Suely Xavier dos Santos Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA
  • Cristine Hermann Nodari Universidade Potiguar - UnP
  • Luciana Gondim de Almeida Guimarães Universidade Potiguar - UnP
  • Antônio Jorge Fernandes Universidade Potiguar image/svg+xml
  • Ana Maria Magalhães Correia Universidade Federal da Paraíba - UFPB
  • Ana Lúcia Brenner Barreto Miranda Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA

DOI :

https://doi.org/10.5102/rbpp.v15i3.9181

Mots-clés :

Práticas empreendedoras. Quádrupla hélice. Universidades federais.

Résumé

As universidades federais são atores importantes no desenvolvimento socioeconômico na medida em que o conhecimento se transforma em soluções úteis para demandas da sociedade. Este estudo buscou identificar práticas empreendedoras em Universidades Federais numa perspectiva de Quádrupla Hélice. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, por meio de estudo de casos múltiplos em 10 instituições das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Entrevistou-se 10 reitores, selecionados por acessibilidade, sendo 3 (três) da Região Norte e 7 (sete) da Região Nordeste. A pesquisa baseou-se nas sete dimensões empreendedoras da OECD . Seus dados foram analisados por meio da análise de conteúdo de Bardin e seus principais resultados foram: (i) as práticas empreendedoras são pulverizadas e sem integração entre as áreas; (ii) a cultura do empreendedorismo não está institucionalizada; (iii) a oferta de disciplina e o apoio a empresas juniores incentivam a mentalidade empreendedora; (iv) há apoio para alunos empreendedores, porém, é incipiente para funcionários; (v) os NITs articulam as ações empreendedoras, mas não estão devidamente estruturados; (vi) as relações predominantes são com atores público-privados e frágeis com entidades profissionais e egressos; (vii) há dificuldades de transferir tecnologias; (viii) as fontes de receitas não são diversificadas e dependem de recursos públicos; (ix) há parcerias internacionais, porém, restrições orçamentárias para mobilidade de funcionários e alunos; (x) os indicadores de empreendedorismo para ensino e aprendizagem são frágeis.

Biographies de l'auteur-e

  • Suely Xavier dos Santos, Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA
    Doutora em Administração; Mestre em Engenharia de Produção; Especialista em Gestão da Qualidade Total e Graduada em Administração. Professora Adjunta do Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas-CCSAH na UFERSA.
  • Cristine Hermann Nodari, Universidade Potiguar - UnP
    Pós-Doutorado em Inovação pelo Programa Nacional de Pós-Doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (PNPD/CAPES). Doutora em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Brasil e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) Brasil. Bolsista do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (PROSUP/CAPES). Professora da Universidade Feevale, Instituto de Ciências Sociais Aplicadas. Professora do Programa de Pós-Graduação em Administração na Universidade Potiguar (PPGA/UNP)
  • Luciana Gondim de Almeida Guimarães, Universidade Potiguar - UnP
    Pós-Doutorado pelo Centre interuniversitaire de recherche sur les réseaux dentreprise, la logistique et le transport (CIRRELT) na Université Laval em Quebec – Canadá. Doutora em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco, Mestra em Logística e Pesquisa Operacional pela Universidade Federal do Ceará. Atualmente é professora do Programa de Pós-Graduação em Administração na Universidade Potiguar (PPGA/UNP) e pesquisadora na École de technologie supérieure (ÉTS). Editora-chefe na Revista Eletrônica do Mestrado Profissional em Administração da Universidade Potiguar (RAUnP).
  • Antônio Jorge Fernandes, Universidade Potiguar
    Doutor em Economia Internacional e Desenvolvimento pela Universidade de Barcelona. Mestre em Economia Rural pela Universidade Federal de Viçosa. Pesquisador e conferencista em congressos nacionais e internacionais em Economia do Turismo, Economia da Energia, Impactos Econômicos do Turismo, Gestão de Atrações Turísticas, Turismo e Sustentabilidade, Competitividade das Empresas e Energia, Avaliação e Custos de Projetos de Energia Eólica. Professor do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Potiguar em Natal. Professor do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro - Portugal.
  • Ana Maria Magalhães Correia, Universidade Federal da Paraíba - UFPB
    Doutora em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC/PR. Mestre em Enga. Produção pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB. Professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Campus IV - Litoral Norte. Professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).
  • Ana Lúcia Brenner Barreto Miranda, Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA
    Doutora em Administração pela Universidade Potiguar-RN. Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN. Professora efetiva da Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA. Áreas de pesquisa: gestão da informação, gestão do conhecimento, gestão da inovação e empreendedorismo. Coordenadora de Empreendedorismo e Marketing do NIT/UFERSA.

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Publié

2026-03-25

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PRÁTICAS EMPREENDEDORAS EM UNIVERSIDADES FEDERAIS NUMA PERSPECTIVA DA QUÁDRUPLA HÉLICE. (2026). Revista Brasileira de Políticas Públicas, 15(3). https://doi.org/10.5102/rbpp.v15i3.9181