A NECESSIDADE DE PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EXPOSTAS ÀS REDES SOCIAIS: DA INSUFICIÊNCIA LEGISLATIVA ÀS PRÁTICAS INCLUSIVAS DE PROMOÇÃO DA CIDADANIA DIGITAL
DOI :
https://doi.org/10.5102/rbpp.v15i3.9219Mots-clés :
Cidadania Digital Emancipadora, Crianças e Adolescentes, Políticas Públicas, Redes Sociais.Résumé
O objetivo desta pesquisa é investigar a necessidade de promoção de políticas públicas de inclusão que visem a proteção de crianças e adolescentes expostas às redes sociais e que deem sustentação às legislações e regulamentações no âmbito das plataformas digitais, sob o viés de promoção da cidadania digital emancipadora. A relevância da pesquisa encontra respaldo quando se analisa a crescente utilização das tecnologias de informação e comunicação, bem como sua interferência na vida cotidiana comum sobretudo em um período (pós) pandêmico, em que há um grande número de crianças e adolescentes usuárias das redes sociais, estando expostas aos mais diversos conteúdos, que muitas vezes não possuem qualquer consideração pelas diretrizes, princípios e normas nacionais e internacionais de proteção à infância e adolescência. Para tanto, foi utilizada metodologia hipotético-dedutiva, bem como método de procedimento bibliográfico e técnica de pesquisa de documentação indireta. No primeiro momento, avalia-se a regulamentação precária existente no ordenamento jurídico brasileiro e suas falhas na concretização dos direitos infantojuvenis no ciberespaço. Em seguida, analisa-se a necessidade de promoção de políticas públicas de inclusão como forma de superação das lacunas deixadas pela legislação, que não possui condão para acompanhar a evolução tecnológica na mesma frequência e velocidade, a partir das teorias das políticas públicas. Por fim, avalia-se a proposta de uma cidadania digital emancipadora, que advém da promoção de políticas públicas inclusivas, como forma de efetivar a proteção aos direitos infantojuvenis no âmbito digital, confirmando a hipótese e concluindo acerca de sua respectiva necessidadeRéférences
ABRAMOVAY, Miriam; FIGUEIREDO, Eleonora; SILVA, Ana Paula da. Relações intergeracionais na escola: poder, disciplina e práticas pedagógicas. In: MONTECHIARE, Renata; MEDINA, Gabriel (Orgs.). Juventude e Educação: identidades e direitos. São Paulo: FLACSO, 2019, p. 24 – 40.
ASSOCIAÇÃO DATA PRIVACY BR. Dados e direitos na infância e adolescência no ambiente digital: caminhos para a proteção jurídica no Brasil e Argentina. 2022. Disponível em: https://www.dataprivacybr.org/wp-content/uploads/2022/07/Dados-e-direitos-na-infancia-e-adolescencia-no-ambiente-digital_VF-ACES.pdf. Acesso em: 30 ago. 2022.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 09 set. 2022.
BRASIL. Lei 12.965, de 23 de abril de 2014. Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 2014. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm. Acesso em: 09 set. 2022.
BRASIL. Lei 17.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Brasília, DF: Diário Oficial da União, 2018. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm. Acesso em: 09 set. 2022
BRASIL. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei 2557 de 04 de outubro de 2022. Institui a Política Nacional de Proteção Digital das Crianças e Adolescentes – PNPD. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2335259. Acesso em: 10 out. 2022.
BUCCI, Maria Paula D. Quadro de referência de políticas públicas: primeiras linhas de uma visão jurídico-institucional. In: SMANIO, Gianpaolo; BERTOLIN, Patrícia; BRASIL, Patrícia Cristina (Orgs.). O Direito na Fronteira das Políticas Públicas. 1. ed. São Paulo: Páginas e Letras Editora e Gráfica, 2015, p. 7-11.
CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 19. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede: a era da informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
CASTELLS, Manuel. O poder da comunicação. 1. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2015.
COMITÊ GESTOR DA INTERNET NO BRASIL. Pesquisa sobre o uso da Internet por crianças e adolescentes no Brasil: TIC KIDS Online Brasil 2021. 1 ed. São Paulo: Comitê Gestor de Internet no Brasil; Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, 2022. Disponível em: https://cetic.br/pt/pesquisa/kids-online/publicacoes/. Acesso em: 25 ago. 2022.
CUSTÓDIO, André Viana; REIS, Suzéte da Silva. Fundamentos históricos e principiológicos do direito da criança e do adolescente: bases conceituais da teoria da proteção integral. Justiça do Direito, v. 31, n. 3, p. 621-659, set/dez. 2017.
INOJOSA, Rose Marie. Sinergia em políticas e serviços públicos: desenvolvimento social com intersetorialidade. Cadernos FUNAP, n. 22, p. 102-110, 2001.
INSTITUTO ALANA. Comentário Geral nº 25. Sobre os direitos das crianças em relação ao ambiente digital. Versão comentada. Organização das Nações Unidas, 2022. Disponível em: https://alana.org.br/wp-content/uploads/2022/04/CG-25.pdf. Acesso em: 30 ago. 2022.
ROSSETO, Geralda Magella de Faria; VERONESE, Josiane Rose Petry. A criança como titular destinatária da proteção de dados pessoais frente a cultura fraterna. In: BARZOTTO, Luciane Cardoso; MARTINS COSTA, Ricardo Hofmeister (org.). Estudos sobre LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados – Lei nº 13.709/2018: Doutrina e aplicabilidade no âmbito laboral. Porto Alegre: Tribunal Regional do Trabalho da 4 Região, 2022, p. 205 – 228.
SANTOS, Danielle; VERONESE, Josiane Rosa Petry. A proteção integral e o enfrentamento de vulnerabilidades infantoadolescentes. Revista de Direito, v. 10, n. 02, p. 109-157, Viçosa, 2018.
SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. 6. ed. São Paulo: Livros Studio Nobel, 2002.
SCHMIDT, João Pedro. Para estudar políticas públicas: aspectos conceituais, metodológicos e abordagens teóricas. Revista do Direito, Santa Cruz do Sul, v. 3, n. 56, p. 119-149, set/dez. 2018.
SOUZA, Celina. Políticas Públicas: uma revisão de literatura. Sociologias, ano 8, n. 16, p. 20-45, jul/dez. 2006.
THE EUROPEAN CONSUMER ORGANISATION (BEUC). TikTok without filters. S.l. 2021. Disponível em: https://www.beuc.eu/reports/tik-tok-without-filters-consumer-law-analysis-tiktoks-policies-and-practices-report. Acesso em: 15 ago. 2022.
VIEIRA, Liszt. Os Argonautas da cidadania: a sociedade civil na globalização. Rio de Janeiro: Record, 2001.
ZUBOFF, Shoshana. A Era do Capitalismo de Vigilância. Tradução George Schlesinger. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2019.
Téléchargements
Publié
Numéro
Rubrique
Licence
“Eu XXXX declaro que em caso de aceitação do artigo inédito, a Revista Brasileira de Políticas Públicas passa a ter os direitos autorais a ele referentes sendo vedada qualquer reprodução total ou parcial, em qualquer outro meio de divulgação impresso ou eletrônico. Em caso de necessidade, autorização prévia deverá ser solicitada por escrito junto ao Editor-gerente da RBPP”.
Revista Brasileira de Políticas Públicas do UniCEUB está licenciada sob uma LICENÇA CREATIVE COMMONS licence Creative Commons Attribution 4.0 International.
http://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/