O Sermão da Epifania "uma obra prima da eloquência agressiva"
DOI:
https://doi.org/10.5102/pade.v1i2.1365Palabras clave:
Vieira, Diabo, Relações de PoderResumen
O presente trabalho busca estudar o papel que a figura do Diabo representa no Sermão da Epifania, de Antonio Vieira, proferido na Capela Real, em Portugal no ano de 1662, diante da Corte Portuguesa, logo após a expulsão dos jesuítas do Grão Pará e Maranhão Agressivo, essa peça político-religiosa se coloca como uma tentativa de se construir uma aliança mais sólida entre a coroa portuguesa e os jesuítas, dentro de uma chave de interpretação que privilegia o caráter sagrado do Estado e da monarquia Portuguesa. A análise do texto nos possibilita discutir o papel da figura do maligno como um instrumento de controle que busca penetrar nas individualidades e determinar formas de agir, além de classificar comportamentos transgressores numa ótica que nega sua legitimidade. Isso nos leva a perceber traços significativos da cultura política do período e de uma lógica de relações de poder fundamentadas no interior de uma tradição medieval.Descargas
Publicado
2022-04-27
Número
Sección
Artigos
