Avaliação da abordagem endovascular em aneurismas intracranianos gigantes tratados com stents de fluxo vs embolização com micromolas

Autores/as

  • Clara Demeneck Pereira
  • Denis Carvalho Parry
  • Eduardo Siqueira Waihrich
  • Bruno de Sousa Mendes Parente

DOI:

https://doi.org/10.5102/pic.n0.2021.8927

Palabras clave:

Aneurisma gigante, Stent de fluxo, Oclusão com micromola

Resumen

Os aneurismas intracranianos gigantes (AG), acima de 25 mm são raro subgrupo que
geralmente se apresentam com a clínica de efeito de massa. Normalmente observa-se
diminuição da acuidade visual, neuralgias, disfunção da motricidade ocular, entre outros. As
opções terapêuticas incluem microcirurgia com trapping da artéria parental e as múltiplas
estratégias endovasculares. Em decorrência da baixa frequência da doença, carecem
evidências científicas que apontem a melhor estratégia tendo em vista diminuir o risco de
sangramentos e resolver os efeitos de massa. Dessa maneira, o estudo objetivou avaliar a
melhora clínica de Aneurismas Intracranianos Gigantes com uso de técnicas reconstrutivas
vasculares - uso de Stents de fluxo e embolização com micromolas, e das técnicas destrutivas
- oclusão da artéria parental. Coorte retrospectiva com dados coletados do prontuário e
entrevista de 28 pacientes. Os critérios avaliados foram: queixa principal, antecedentes
pessoais, tabagismo, diabetes, hipertensão arterial e colesterol, características angiográficas
do aneurisma, como tamanho e colo, e técnica cirúrgica. Os pacientes foram avaliados no
pós-operatório e em consulta de retorno para análise da resolução do efeito de massa. Os
aneurismas gigantes podem levar a déficits neurológicos importantes, em decorrência do
efeito de massa, eventos isquêmicos ou hemorragias subaracnóideas. Dentre os sintomas,
destacam-se a diminuição da acuidade visual, por compressão do nervo óptico, dor facial
nos territórios do nervo trigêmeo, disfunção da motricidade ocular, síndrome de
frontalização, pele efeito de massa sobre o lobo frontal, disfunção hipotalâmica, por
compressão direta sobre o hipotálamo, e hidrocefalia, por obstrução do fluxo liquórico. A
estratégia de tratamento é planejada de acordo com diversos fatores, como idade,
comorbidades, tamanho, localização, morfologia, projeção do aneurisma, relação
colo-domus, características aneurismáticas, circulação colateral e a presença de ramos
perfurantes na parede do saco aneurismático. Os Stents intracranianos de fluxo são cilindros
de fios metálicos trançados, com fenestrações diminutas, que ao serem implantados
possibilitam a passagem de sangue para os ramos penetrantes, evitando assim déficits
neurológicos, e bloqueiam a entrada de sangue no saco aneurismático, levando a trombose
e redução do seu volume. Já a embolização com micromolas, outra técnica endovascular, é
realizada por intermédio de cateteres inseridos à distância, posicionando-se dentro do saco
aneurismático, em que são introduzidos micromolas, preenchendo o seu interior e causando
trombose. Sua finalidade é ocluir total ou subtotal o interior do aneurisma, reduzindo o seu
risco de ruptura e consequentemente de hemorragia cerebral. O estudo sugere que o
tratamento endovascular por Oclusão com Micromolas ou uso de Stent de Fluxo em AIGs na
vigência de um efeito de massa é viável e pode ser realizado com taxas de complicações
relativamente baixas, com desfechos clínicos e radiográficos de longo prazo moderados

Publicado

2023-02-10

Número

Sección

CIÊNCIAS DA VIDA

Cómo citar

Avaliação da abordagem endovascular em aneurismas intracranianos gigantes tratados com stents de fluxo vs embolização com micromolas. (2023). Programa de Iniciação Científica - PIC/UniCEUB - Relatórios de Pesquisa. https://doi.org/10.5102/pic.n0.2021.8927