Livre-comércio: que contexto político
DOI:
https://doi.org/10.5102/prismas.v2i2.196Resumen
O presente texto se propõe a apresentar o percurso histórico do multilateralismo no intuito de identificar as razões das dificuldades dos países em transições ou em desenvolvimento, no acesso aos mercados dos principais atores do comércio internacional. Nesse sentido, a delimitação do trabalho alcançou as fases consideradas importantes para a gênese do atual sistema de livre-comércio. Dessa forma, o período que antecedeu à ampla abertura do comércio internacional e consideradas importantes para a compreensão da matéria foram, igualmente, objeto de análise. As lições tiradas das crises cíclicas pelas quais passou a economia mundial, sobretudo aquelas ocorridas durante o período entre-guerras, seriam responsáveis pela nova arquitetura do comércio internacional. A ordem econômica internacional instaurada a partir do pós-guerra tinha um dos seus pilares assentados no livre-comércio. Não obstante a presença dos países de menor escala econômica nas negociações que culminaram nos acordos do GATT, prevaleceu, ao final, a posição dos países desenvolvidos. Com isso, registrou-se uma primeira cisão institucional no âmbito do livre-comércio e que culminaria no fracasso da Organização Internacional do Comércio, em 1947. As rodadas multilaterais ocorridas posteriormente, cujo ápice seria a Rodada do Uruguai, resultaram no fim da improvisação do GATT e reestruturou o comércio internacional. A criação da Organização Mundial do Comércio em 1995 relançou o comércio internacional em novas bases. Entretanto, as grandes demandas dos países em desenvolvimento permanecem ainda em aberto. As discussões sobre o acesso a mercados não têm evoluído na velocidade necessária, o que nos remete à questão se a OMC seria um fórum privilegiado a serviços dos países ricos.Descargas
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