Clima, meio ambiente urbano e a dengue em Salvador
DOI:
https://doi.org/10.5102/ra.v1i2.8037Resumen
Em uma realidade em que todos olham para o desastre da Covid-19, outras epidemias de elevada gravidade continuam a atuar sem a atenção das autoridades públicas e da comunidade em geral. Dentre essas se destacam as chamadas arboviroses, como a dengue, zika e chikungunya. O presente trabalho tem como principal objetivo o estudo dos principais fatores ambientais urbanos que explicam a elevada ocorrência da dengue em território nacional, destacando o caso da cidade de Salvador, no estado da Bahia. Para tanto, foi efetuada uma pesquisa bibliográfica abrangente sobre o tema e considerados os dados disponíveis das ocorrências da doença na cidade, nos últimos anos anteriores à chegada da pandemia da Covid-19. As conclusões, de acordo com os dados levantados, são de que a incidência da doença não apresenta padrões ambientais relevantes, além do aumento sazonal, provocado pela maior precipitação pluviométrica associada às altas temperaturas médias. Observa-se, no entanto, uma clara adaptação do vetor às condições do clima tropical úmido, tornando as arboviroses em endemias de difícil combate.
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