A necessidade de disciplinar o uso de blockchain para a organização de refugiados pelo Direito Internacional

Authors

  • Agatha Gonçalves Santana Universidade da Amazônia - UNAMA / Ser Educacional
  • Carla Noura Teixeira Universidade da Amazônia - UNAMA / Ser Educacional; UNIFAMAZ; UNINASSAU
  • Otavio Noura Teixeira Universidade Federal do Pará - UFPa

DOI:

https://doi.org/10.5102/rdi.v18i1.6722

Keywords:

Refugiados, Direito Internacional, Blockchain. Dignidade da pessoa humana.

Abstract

A partir da experiência do uso da tecnologia disruptiva do blockchain como forma de identificação de refugiados sírios na Jordânia pela ONU a partir de 2017, como parte de um projeto piloto do Programa Mundial de Alimentos - PMA, o presente artigo objetiva demonstrar a necessidade da disciplina desta tecnologia pelo direito, essencialmente o direito internacional, apresentando-se as vantagens e desvantagens práticas de seu uso, as quais terão de enfrentar análises das implicações éticas e jurídicas, essencialmente para a garantia da dignidade da pessoa do refugiado sobre seus direitos de personalidade. O predomínio da metodologia de caráter empírico justifica-se pela possibilidade de expansão do uso dessa tecnologia para efeitos de registros para refugiados em todo o mundo a partir dessa experiência. Assim, faz-se necessária uma abordagem dialético-indutiva de caráter qualitativo. Considera-se, ao fim, a necessidade do direito internacional disciplinar o uso de tal tecnologia, de modo a regulamentá-la, de modo a respeitar e proteger integralmente a pessoa do refugiado que a utilize, fazendo com que essa tecnologia seja utilizada pela ONU como um plus, uma forma de proteção ampliada, sem abertura para lesões de direitos, considerando-se essencialmente o alto grau de vulnerabilidade em que se encontra o refugiado.

Author Biographies

  • Agatha Gonçalves Santana, Universidade da Amazônia - UNAMA / Ser Educacional
    Advogada regularmente inscrita na OAB/Pará. Graduada em Direito pela Universidade da Amazônia (2006) e Mestre (2009) e Doutora em Direito pela Universidade Federal do Pará - UFPa (2017). Professora titular de Teoria Geral do Processo e Direito Processual Civil da Universidade da Amazônia - UNAMA SER. Associada do IBDP - Instituto Brasileiro de Direito Processual. Membro a convite do IBERC - Instituto Brasileiro de Estudos de Responsabilidade Civil. Líder do Grupo de Ensino e Pesquisa acerca das Teorias Gerais do Processo - O Processo como instrumento de realização dos Direitos Fundamentais da Universidade da Amazônia - Ser Educacional / CNPq. Membro do Comitê de Ética e Pesquisa do Instituto Campinense de Ensino Superior Ltda. (CEP ICES UNAMA)
  • Carla Noura Teixeira, Universidade da Amazônia - UNAMA / Ser Educacional; UNIFAMAZ; UNINASSAU
    Doutora em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2009) e Mestre em Direito das Relações Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2003). Especialista em Direito Processual (2000). Graduada em Direito pela Universidade Federal do Pará. Advogada. Coordenadora do Programa de Pós Graduação Stricto Sensu Mestrado em Direitos Fundamentais da Universidade da Amazônia - UNAMA/ Grupo Ser Educacional. Professora da graduação e Pós-graduação em Direito da Universidade da Amazônia - UNAMA/ Grupo Ser Educacional. Professora da Graduação em Direito da UNIFAMAZ e da UNINASSAU. Líder do Grupo Permanente de Estudos e Pesquisa "Direito Internacional para o Século XXI" na Universidade da Amazônia - UNAMA/ Grupo Ser Educacional (2017). Membro do Instituto Brasileiro de Direito Constitucional - IBDC.
  • Otavio Noura Teixeira, Universidade Federal do Pará - UFPa
    Professor Adjunto com Dedicação Exclusiva da Universidade Federal do Pará (UFPA), lotado no Campus Universitário de Tucuruí (CAMTUC). Atualmente é Diretor da Faculdade de Engenharia de Computação (FECOMP), membro do Conselho Deliberativo do CAMTUC, membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada (PPCA) e, professor orientador e supervisor, área de Computação, da Empresa Junior "Esquadro Projetos e Consultorias", do CAMTUC-UFPA. Além disso, é avaliador do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP - MEC). Graduado em Tecnologia em Processamento de Dados, pelo Centro Universitário do Estado do Pará (1998); Graduado em Bacharelado em Ciência da Computação, pela Universidade Federal do Pará (2003); Mestre e Doutor em Engenharia Elétrica, na área de Computação Aplicada, pela Universidade Federal do Pará (2005 e 2012). Associado da ACM (Association of Computer Machinery), , e dos grupos SIGEVO (Special Interested Group for Genetic and Evolutionary Computation) e SIGAI (Special Interested Group in Artificial Intelligence); sócio da SBC (Sociedade Brasileira de Computação); membro do MIR Labs (Machine Intelligence Research Labs).

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Published

2021-08-06

How to Cite

A necessidade de disciplinar o uso de blockchain para a organização de refugiados pelo Direito Internacional. (2021). Revista de Direito Internacional, 18(1). https://doi.org/10.5102/rdi.v18i1.6722