Do império da lei à lei do império: quem governa o direito?
DOI :
https://doi.org/10.5102/rdi.v9i4.2119Mots-clés :
Positivismo. Sociedade complexa. Legitimidade. Validade.Résumé
O presente artigo é desenvolvido a partir do seguinte questionamento central: como pensar a validade e a legitimidade do Direito atual com fundamento no modelo normativista? O positivismo jurídico cumpre a tarefa de apresentar a regra de ouro do Direito, como julgamento hipotético. Contudo, na atualidade, o positivismo, enquanto ferramenta normativa para a compreensão da prática real, não é um modelo que atende ao processo de criação e aplicação do Direito. A estrutura de hierarquia normativa representa um conservadorismo aquém do processo de interação e dinamismo da presente era da globalização. A ordem normativa escalonada não governa em absoluto o Direito. É necessário refl etir, através de critérios democráticos, sobre o law making para a aldeia global. Nesse sentido, utiliza-se como metodologia do trabalho uma refl exão analítico-descritiva, fundamentada em quatro eixos estruturais (Teórico-substantivo, Normativo, Social e Institucional), que representam as transformações do Direito na atualidade.Références
ALBERT, Hans. Tratado da razão crítica. Trad. Idalina
Azevedo da Silva, Erika Gudde, Maria José P. Monteiro.
Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976.
ARENDT, Hannah. A condução humana. Trad. Roberto
Raposo. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2010.
BERTALANFFY, Ludwig Von. Teoria geral dos sistemas.
Petrópolis: Vozes, 1975.
BLANKEBURG, Erhard. The poverty of evolutionism: a
critique of Teubner´s case for reflexive law. Law & Society
Review, Utah, v. 18, n. 2, 1984.
BOBBIO, Norberto. O positivismo jurídico: lições de
filosofia do direito. Trad. Márcio Pugliesi, Edson Bini e
Carlos Rodrigues. São Paulo: Ícone, 1995.
BOBBIO, Norberto. Teoria do ordenamento jurídico.
Trad. Maria Celeste Santos. Brasília: Universidade de
Brasília, 2006.
BORGHI, Giorgio. Racionalidade dialógica: desafio de
um novo pensar e um novo agir. Revista diálogos possíveis,
Salvador, a. 4, n. 01, jul./dez. 2004.
CHARNEY, J. Is International law threatened by multiple
international tribunals?. p. 105-375.
CLARKE, Paul Barry. FOWERAKER, Joe. Encyclopedia
of democratic thought. London: Routledge, 2001.
COELHO, Inocêncio Mártires. Da hermenêutica filosófica
à hermenêutica jurídica: fragmentos. São Paulo: Saraiva, 2010.
DELMAS-MARTY, Mireille. Les forces imaginantes du droit: le relative et l’universel. Paris: La Couleur des Idées, 2004.
DELMAS-MARTY, Mireille. Vers une communautéde valeurs?. Paris: La Couleur des Idées, 2011.
DERRIDA, Jacques. Força da lei: o fundamento místico da autoridade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010.
EISEMANN, Charles. Alguns problemas de metodologia de definição e de classificação em ciência jurídica. Mimeografado. FARIA, José Eduardo. O direito na economia globalizada. São Paulo: Malheiros, 2000.
FERRAZ JÚNIOR, Tércio Sampaio. Teoria da norma jurídica. Rio de Janeiro: Forense, 2003.
GLENSY, R. D. Which countries count? Lawrence v. Texas and the selection of foreign persuasive authority. Virginia Journal of International Law, Virginia, v. 45, p. 358-449.
GOODRICH, Peter. Anti-Teubner: autopoiesis, paradox, and the theory of law. Social Epistemology, S. l., v. 13, n. 2, p. 197-214, 1999.
GUSTIN, Miracy Barbosa de Souza; DIAS, Maria Tereza Fonseca. (Re) Pensando a pesquisa jurídica. Belo Horizonte: Del Rey, 2002.
HABERMAS, Jürgen. A constelação pós-nacional. Trad. Márcio Seligmann-Silva. São Paulo: Littera Mundi, 2001. (Ensaios políticos).
HART, L. H. O conceito de direito. Trad. Antônio de Oliveira Sette-Câmara. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2009.
HART, L. H. Visita a Kelsen. Revista lua nova, São Paulo, n. 64, 2005.
KELSEN, Hans. Jurisdição constitucional. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
KELSEN, Hans. Les rapports de système entre le droit interne et le droit international public. Recueil des cours, S. l., v. 14, n. 4, p. 227-331, 1926.
KELSEN, Hans. Teoria pura. Trad. João Baptista Machado. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
KOSKENNIEMI, Martti. From apology to utopia: the structure of international legal argument. Cambridge: Cambridge University Press, 1989.
LAZARSFELD, P. O funcionalismo e a teoria geral dos sistemas. In: BIRNBAUM, P.; CHAZEL. Teoria sociológica. São Paulo: HUCITEC-EDUSP, 1977.
LUHMANN, Niklas. Risk: a sociological theory. New York: Aldine de Gruyter, 1993.
MATURANA, H. R.; VARELA, F. J. A árvore do conhecimento: as bases biológicas da compreensão humana. Trad. Humberto Mariotti e Lia Diskin. São Paulo: Pala Athenas, 2001.
MELLO, Marcelo Pereira de. A perspectiva sistêmica na sociologia do direito de Luhmann e Teubner. Tempo social: revista de sociologia da USP, v. 18, n. 1, jun. 2006.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Trad. Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2007.
NICKEL, R. (Ed.). Conflict of laws and laws of conflict in Europe and beyond patterns of supranational and transnational juridification. Arena Report, n. 1/09. RECON Report n. 7.
POPPER, Karl R. Conjecturas e refutações. Trad. Sérgio Bath. Brasília: Universidade de Brasília, 2008.
SÓFOCLES. Antígone. Trad. J. B. de Mello e Souza. S. l.: E-bookBrasil.com, 2005.
TEUBNER, G. Unitas multiplex. A organização do grupo de empresas como exemplo. Revista de Direito da GV, v. 1, n. 2, p. 77-110, 2005.
VARELLA, Marcelo Dias. A crescente complexidade do sistema jurídico internacional: alguns problemas de coerência sistêmica. Revista de Informação Legislativa. Brasília, a. 42, n. 167, jul./set. 2005.
VERDROSS, Alfred. Le fondement du droit international. Recueil des cours, v. 16, p. 247-323, 1927.
ZYMLER, Benjamim. Política e direito: uma visão autopoiética. Curitiba: Juruá, 2002.
Téléchargements
Publié
Numéro
Rubrique
Licence
Authors who publish with this journal agree to the following terms:
a) Authors retain copyright over their work and grant the journal the right of first publication, with the work simultaneously licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License (CC BY 4.0), which allows others to share the work with acknowledgement of the work's authorship and its initial publication in this journal.
b) Authors are able to enter into separate, additional contractual arrangements for the non-exclusive distribution of the journal's published version of the work (e.g., post it to an institutional repository or publish it in a book), with an acknowledgement of its initial publication in this journal.
c) Authors are permitted and encouraged to post their work online (e.g., in institutional repositories or on their personal website) prior to and during the submission process, as it can lead to productive exchanges, as well as earlier and greater citation of published work.