Entre o escudo e a espada : caracterizando o land grabbing como crime contra a humanidade

Auteurs-es

  • Rodolfo Soares Ribeiro Lopes Universidade Federal de Pernambuco image/svg+xml

DOI :

https://doi.org/10.5102/rdi.v16i1.5877

Mots-clés :

"Landgrabbing", sociedade mundial, direito internacional penal, princípio da legalidade, crimes contra a humanidade.

Résumé

O artigo tem por objetivo analisar a prática do "land grabbing" no contexto brasileiro e da sociedade mundial, bem como se pode ser considerada um crime contra a humanidade, e sob que circunstâncias, na hipótese de preencher os requisitos do artigo 7º do Estatuto de Roma. Depois de definir "land grabbing" e tecer considerações críticas acerca do conceito de crime e do princípio da legalidade no direito internacional penal, caracteriza os elementos constitutivos dos crimes contra a humanidade. Ao final, com base na compreensão dos tribunais internacionais sobre as convenções internacionais de direitos humanos como um “instrumento vivo”, examina os requisitos para caracterizar o "land grabbing" como um crime contra a humanidade. A crescente importância do tema em questão para a área do direito internacional penal é evidente, mas suas nuances ainda precisam ser melhor analisadas pela doutrina nacional e internacional, motivo pelo qual o artigo pretende trazer elementos para contribuir com o debate.

Biographie de l'auteur-e

  • Rodolfo Soares Ribeiro Lopes, Universidade Federal de Pernambuco
    Graduado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (2012), com período cursado na Universidade de Hamburgo, na Alemanha (2011). Bolsista pelo Deutscher Akademischer Austauschdienst – DAAD (2011). Especialista em Direito Público pela Escola Superior do Ministério Público da União (2018). Procurador da República no Estado do Amapá com atuação nas matérias criminal e ambiental.

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Publié

2019-06-20

Comment citer

Entre o escudo e a espada : caracterizando o land grabbing como crime contra a humanidade. (2019). Revista de Direito Internacional, 16(1). https://doi.org/10.5102/rdi.v16i1.5877