O crioulo haitiano e o seu reconhecimento político

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5102/uri.v14i1.3921

Abstract

O presente trabalho tem como objetivos demonstrar como a língua, de um modo geral, é dominada e contornada pelos interesses e práticas políticas da elite de uma sociedade, tornando-se um meio político de dominação e inibidor de oportunidade e espaço sociais. Também identificar os desafios que o crioulo haitiano enfrentou no seu processo de oficialização; Analisar criticamente a relação de poder envolvida no processo de padronização e oficialização de uma língua como discurso dominante sobre as classes menos favorecidas. Pôde-se constatar que o Haiti permanece uma colônia mesmo após mais de duzentos anos de independência, pelo menos politica, cultural e linguisticamente. A ideologia e os discursos colonialistas das elites racial, política e econômica continuam a ser reproduzidas. Como resultado, ao longo dos anos lutas tem sido travadas para que a identidade histórica, cultural e linguística não morresse mas fosse dada vida e voz através de atitudes politicas e sociais.

Author Biographies

  • Marília Pimentel Cotinguiba, Federal University of Rondônia
    Doutora em Linguística. Professora Associada da Universidade Federal de Rondônia.
  • Geraldo Castro Cotinguiba, Federal University of Rondônia
    Doutorando em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente. Professor substituto da Universidade Federal de Rondônia.
  • Ailton Artur da Silva Ribeiro, Federal University of Rondônia
    Bacharel e Mestre em Teologia pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia (SALT-BA) Mestrando em Letras pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Membro do grupo de Estudos MIMCAB (Migração, Memória e Cultura na Amazônia Brasileira).

Published

2016-07-26

Issue

Section

Artigos