Este artigo, usando como material de trabalho o filme Persépolis, busca identificar o sentido de ser mulher na história recente do Irã, bem como ser mulher e iraniana à luz dos valores ocidentais a partir da experiência da personagem Marji. A análise está ancorada na discussão da alteridade, do nacionalismo e no referencial relacional que preside o debate antropológico mais recente, bem como nos elementos cinematográficos utilizados para contar a história.