Este artigo é fruto de pesquisa em publicações resultantes de laudos de demarcação de territórios quilombolas que se notabilizaram por oferecer elementos conceituais e históricos para a abordagem da questão quilombola no Brasil de hoje. Procura compreender as relações estabelecidas, nesses documentos, entre história, etnicidade e cidadania, para divisar o horizonte de expectativas que se delineia dessas práticas contemporâneas assumidamente de “mediação” entre produção de conhecimento e criação de identidades associadas a projetos de promoção de cidadania e justiça.