O artigo presente visa refletir acerca de alguns elementos que permeiam o
universo cultural das Rezadeiras no Recôncavo sul da Bahia, nas décadas
de 1950 a 1970, ressaltando os viveres dessas mulheres e possíveis atuações
nas comunidades que residem. Essas mulheres, negras e integrantes
das camadas populares, podem ser apontadas como principais propagadoras
de práticas culturais, cujas origens remontam à cultura afro-brasileira.
A presença dessas mulheres no universo agrário e urbano contribui
para pensar nas suas possíveis formas de inserção no mundo da benzeção,
pois se sabe que as práticas de cura, de modo geral, propagavam-se devido
a vínculos com o mundo natural, o conhecimento das ervas e raízes,
bem como a necessidade das camadas populares em gerir seus espaços
de existência a partir das relações sociais e culturais estabelecidas. Para
tanto, os depoimentos orais constituíram importante veículo facilitador e
recurso metodológico da pesquisa.
Biografia do Autor
Alaíze dos Santos Conceição, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Doutoranda em História Social - UNIRIO/RJ, Mestre em História Social UFBA/BA, Graduada em História pela UNEB - Campus V/BA.