Este artigo tem como objetivo discutir os impasses entre a Igreja católica e o catolicismo vivido por rezadores e rezadeiras do município de Santo Antônio de Jesus. Localizada no Recôncavo Sul da Bahia, a cidade entre as décadas de 1940 e 1970, recebeu uma grande quantidade de migrantes que abandonaram a decadência do campo e foram em busca de uma vida melhor na cidade. Esses sujeitos, que tiveram suas trajetórias marcadas por lutas e resistências trouxeram para a cidade os saberes de cura, ligados às culturas africanas e indígenas formadoras da cultura religiosa brasileira. São essas práticas que, mesmo com as mudanças da Igreja Católica ao longo do século XX, continuaram a ser marginalizadas no imaginário social que foram analisadas ao longo desse artigo. Para isso, foram utilizadas fontes orais e documentos eclesiásticos que direcionaram a compreensão do contexto sócio-histórico do período.
Palavras-chave: Populações negras. Práticas de cura. Catolicismo negro.
Biografia do Autor
Manuela Santana Nascimento, Programa de Pós-Graduação em História Regional e Local da Universidade do Estado da Bahia (UNEB)/DCH Campus V.
Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História Regional e Local da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - Campus V, licenciada em História pela Universidade do Estado da Bahia no Departamento de Ciências Humanas Campus-V. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil e Trajetória das populações afro-brasileiras atuando principalmente nos seguintes temas: história e memória, história e região, catolicismo das populações negras e estudos sobre a diáspora afro-brasileira.