Unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas no estado do Amapá: como desenvolver um estado cujo território está 70% protegido por leis?
DOI:
https://doi.org/10.5102/rbpp/bjpp.v6i3.4203Keywords:
ÁREAS PROTEGIDAS, MARCOS LEGAIS, ORDENAMENTO TERRITORIAL, DESENVOLVIMENTO.Abstract
Este trabalho tem o objetivo de debater alguns dilemas de desenvolvimento enfrentados pelo Estado do Amapá diante da publicação de 22 (vinte e dois) instrumentos normativos, ao longo dos anos, os quais criaram e/ou reconheceram áreas protegidas (unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas) e alteraram substancialmente o território amapaense, impondo uma série de restrições ao próprio Estado, às empresas e aos indivíduos. Para tanto, segue uma abordagem qualitativa e um enfoque interpretativo/compreensivo, ambos pautados em levantamento bibliográfico e em pesquisa documental. Os argumentos estão sedimentados na visão de ordenamento territorial como política pública e em teoria da legislação para a (re)leitura dos marcos legais das áreas protegidas, a partir de uma necessária relação entre leis e desenvolvimento. Dentre outros pontos, concluiu que a opção em criar áreas protegidas no Estado do Amapá sem o devido planejamento e ordenamento territorial onerou consideravelmente o Estado, as empresas e os indivíduos e que são vários os problemas de sobreposição legal, de sobreposição territorial, de auscultação dos complexos interesses envolvidos, dificultando a implementação de políticas públicas de desenvolvimento eficazes.References
AMEND, Marcos. Instrumentos econômicos e unidades de conservação no Brasil. Áreas protegidas. Fundo Vale. 1. ed. Rio de Janeiro: Fundo Vale, 2012, p. 103 a 106. Disponível em: https://www.imaflora.org/downloads/biblioteca/5064529c3e4d2_fundovale_areasprotegidas_final.pdf . Acesso em: 20 ago 2015.
ASSUNÇÃO, Linara Oeiras; CHAVES, M. E. O. As áreas protegidas do Estado do Amapá: estratégia de conservação e preservação ou injustiça ambiental? In: Anais do I Congresso Internacional de Política Social e Serviço Social: Desafios Contemporâneos, II Seminário de Território e Gestão de Políticas Sociais e I Congresso de Direito à Cidade e Justiça Ambiental. v. 1. p. 1-12. Londrina-PR: Universidade Estadual de Londrina, 2015.
BENATTI, José Heder. Ordenamento territorial e proteção ambiental aspectos legais e constitucionais do zoneamento ecológico econômico. Série Grandes Eventos – Meio Ambiente. Disponível em: http://escola.mpu.mp.br/linha-editorial/outras-publicacoes/serie-grandes-eventos-meio-ambiente/Jose_Heder_Benatti_Ordenamento_territorial_e_protecao.pdf . Acesso em: 01 ago 2015.
BRASIL. Decreto n. 6.291, de 7 de dezembro de 2007. Transfere gratuitamente ao domínio do Estado do Amapá terras pertencentes à União, nos termos do art. 5º do Decreto-Lei n. 2.375, de 24 de novembro de 1987, e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6291.htm . Acesso em: 01 ago 2015.
CHAGAS, Marco Antônio. Tumucumaque: O “Big Park” e a História do Conservacionismo no Amapá. Rio de Janeiro: T’Ai Editora Digital, 2008.
DINIZ, E. Estado, variedades de capitalismo e desenvolvimento em países emergentes. In: Desenvolvimento em debate, v. 1, n.1, p. 7-27, jan.-abr. 2010. Disponível em: http:// desenvolvimentoemdebate.ie.ufrj.br/pdf/dd_1_1.pdf . Acesso em: 15 jan. 2013.
GODARD, Oliveira. A Gestão Integrada dos Recursos Naturais e do Meio Ambiente: conceitos, instituições e desafios de legitimação. In: VIEIRA, Paulo Freire; WEBER, Jacques (Org.). Gestão de Recursos Naturais Renováveis e Desenvolvimento: novos desafios para a pesquisa ambiental. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
INESC. Orçamento Socioambiental: programas e ações para as áreas protegidas e o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, SNUC. Disponível em: http://www.inesc.org.br/biblioteca/textos/orcamento-tematico/ot-areas-protegidas . Acesso em: 20 ago 2015.
INSTITUTO DE PESQUISAS CIENTÍFICAS E TECNOLÓGICAS DO ESTADO DO AMAPÁ (IEPA). Zoneamento Ecológico-Econômico. Disponível em: http://www.iepa.ap.gov.br/not/zee.php# . Acesso em: 10 set. 2015.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Resolução nº 01, de 15 de janeiro de 2013, publicada no DOU nº 16 de 23/01/2013, Seção 1 p. 48 com anexos até 60.
IRVING, Marta de Azevedo. Desatando nós: a relação entre conservação da biodiversidade, sociedade e cultura na gestão de áreas protegidas. Áreas protegidas. Fundo Vale. 1. ed. Rio de Janeiro: Fundo Vale, 2012, p. 42 a 48. Disponível em: https://www.imaflora.org/downloads/biblioteca/5064529c3e4d2_fundovale_areasprotegidas_final.pdf . Acesso em: 20 ago 2015.
LIMA, Ricardo Ângelo Pereira de. PORTO, Jadson Luis Rebelo. Ordenamento Territorial Amapaense: Dinâmicas de um Estado Brasileiro na fronteira Amazônia. X Coloquio Internacional de Geocrítica. Diez años de cambios en el mundo, en la geografía y en las Ciencias Sociales, 1999-2008. Barcelona, 26 - 30 de mayo de 2008. Universidad de Barcelona. Disponível em: http://www.ub.edu/geocrit/-xcol/100.htm . Acesso em: 01 fev 2015.
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ (MP-AP). Atlas das Unidades de Conservação (2011). Disponível em: http://www.mpap.mp.br/download/107-atlas-das-unidades-de-conservacao-do-estado-do-amapa . Acesso em: 01 mar 2015.
PORTO, J. L. R.; MENDONÇA, M.; AZEVEDO, L. R.; ARAÚJO, M. W. R. Dilemas territoriais amapaenses: a (des)configuração de um estado em construção. In: Anais do XII Encontro de Geógrafos da América Latina. Montevideu, 2009. Disponível em: http://observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal12/Geografiasocioeconomica/Geografiapolitica/13.pdf . Acesso em: 01 fev 2015.
RIVA, Ana Luisa da; WEISS, Renata Loew; LOBO, Anna Carolina. Unidades de conservação devem ser fontes de riqueza para o país. Áreas protegidas. Fundo Vale. 1. ed. Rio de Janeiro: Fundo Vale, 2012, p. 98 a 103. Disponível em: https://www.imaflora.org/downloads/biblioteca/5064529c3e4d2_fundovale_areasprotegidas_final.pdf . Acesso em: 20 ago 2015.
SANDER, Sabrina Dhieniffer; MAIORKI, Giovane José. Ordenamento do Território: um tema pouco discutido no Brasil. Resenha de livro: FERRÃO, João. O Ordenamento do Território como Política Pública. DRd – Desenvolvimento Regional em debate. Ano 2, n. 1, jul. 2012, p. 232-237. Disponível em: http://www.periodicos.unc.br/index.php/drd/article/view/217 . Acesso em: 01 ago 2015.
SEN, A. K. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
SILVA, Marcelo Gonçalves da. Territórios quilombolas no Estado do Amapá: um diagnóstico. In: Anais do XXI Encontro Nacional de Geografia Agrária. 15 a 19 out 2012. Uberlândia-MG. Disponível: http://www.lagea.ig.ufu.br/xx1enga/anais_enga_2012/eixos/1308_1.pdf . Acesso em: 13 fev 2015.
SILVA, Sandro Pereira. Considerações Analíticas e Operacionais sobre a Abordagem Territorial em Políticas Públicas. Artigo Especial. Políticas Sociais: acompanhamento e análise. N. 21. Brasília: IPEA, 2013. Disponível em: http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/4283/1/bps_n21_considera%C3%A7oesespecial.pdf . Acesso em: 01 ago 2015.
SOARES, F. M.; ASSUNÇÃO, Linara Oeiras. (Re)Pensando a qualidade da lei: o desafio brasileiro de legislar para o desenvolvimento. In: Valesca Raizer Borges Moschen; José Querino Tavares Neto. [Orgs.]. Direito Constitucional, Direitos Humanos e Direito Internacional. I Encontro de Internacionalização do CONPEDI Barcelona/ES. 1ed. Barcelona, ES: Ediciones Laborum, S.L., 2015, v. 1, p. 1-30.
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO AMAPÁ (TCE-AP). Relatório de Auditoria Operacional “Unidades de Conservação Estaduais do Amapá”. Macapá: TCE-AP, 2013.
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NA AMAZÔNIA BRASILEIRA. Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais (PPG-7). Disponível em: http://uc.socioambiental.org . Acesso em: 01 set. 2015.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Authors who publish with this journal agree to the following terms:
a) Authors retain copyright and grant the journal right of first publication, with the work simultaneously licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License (CC BY 4.0) that allows others to share the work with an acknowledgement of the work's authorship and initial publication in this journal.
b) Authors are able to enter into separate, additional contractual arrangements for the non-exclusive distribution of the journal's published version of the work (e.g., post it to an institutional repository or publish it in a book), with an acknowledgement of its initial publication in this journal.
c) Authors are permitted and encouraged to post their work online (e.g., in institutional repositories or on their website) prior to and during the submission process, as it can lead to productive exchanges, as well as earlier and greater citation of published work.