Regularização fundiária de comunidades quilombolas em Mato Grosso do Sul/Brasil

Autores/as

  • Antonio Hilario Aguilera Urquiza UFMS
  • Lourival dos Santos UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)

DOI:

https://doi.org/10.5102/rbpp.v7i2.4753

Palabras clave:

comunidades quilombolas, território, políticas públicas, regularização fundiária,

Resumen

Este texto tem por objetivo apresentar a política de regularização fundiária das comunidades quilombolas de Mato Grosso do Sul, a partir dos resultados do projeto de pesquisa “Políticas Públicas em Comunidades Quilombolas de Mato Grosso Sul”, realizado com a proposta de fazer diagnóstico acerca da regularização dos territórios tradicionais. Em termos metodológicos, a partir da situação fundiária, foram escolhidas seis comunidades em fase de titulação de seus territórios: Comunidade São Miguel (Maracaju), Furnas de Boa Sorte (Corguinho), Furnas do Dionísio (Jaraguari), Desidério Felipe Oliveira (Dourados), Chácara Buriti e Tia Eva (Campo Grande). A pesquisa contou com levantamento bibliográfico e a análise documental, especialmente a partir dos dados dos processos administrativos do INCRA. Outro elemento da metodologia foi a realização do trabalho de campo, com entrevistas e rodas de conversa com lideranças. Levantamos, assim, as políticas públicas incidentes nessas comunidades nos últimos 10 anos e, em particular, a situação atual dos processos de reconhecimento, delimitação, titulação e demarcação das terras ocupadas por remanescente de quilombos. A partir dos dados chegamos a alguns resultados: há, na atualidade, aproximadamente 30 comunidades quilombolas em MS, quase todas identificadas e formalizadas pela Fundação Cultural Palmares, e dentre estas, 18 com procedimento administrativo instaurado no INCRA. Concluímos que garantir o direito à titulação das terras é devolver às comunidades a possibilidade da permanência definitiva em seus territórios, o que acarretará em uma maior autonomia e conscientização de seus direitos. Trata-se de trabalho inédito, fruto de pesquisa acadêmica, com vistas a avaliar e subsidiar as políticas públicas.

Biografía del autor/a

  • Antonio Hilario Aguilera Urquiza, UFMS
    Professor de Antropologia no curso de Ciências Sociais. FACH (Faculdade de Ciências Humanas). Professor da Pós-graduação em Antropologia e da Pós-graduação em Direito da UFMS
  • Lourival dos Santos, UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
    Educação do Campo. FAED - Faculdade de Educação (UFMS)

Referencias

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São considerados quilombolas os que, segundo Decreto nº 4887 de 20 de novembro de 2003, Art. 2º - § 1º, todos os que se auto define como sendo quilombola e auto definição será inscrita no Cadastro Geral junto à Fundação Cultural Palmares, que expedirá certidão respectiva na forma do regulamento (§ 4º).

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A titulação ocorre quando o processo de regularização do território de uma comunidade quilombola chega ao fim e é emitido um Título indivisível, invendável e inalienável em nome da associação que representa a comunidade.

Atualmente, essas comunidades passam por identificação, auto definição e certificação, passos administrativos de responsabilidade da Fundação Cultural Palmares para que lhes sejam atribuídas à legalidade e a posse inalienável de seus territórios. Decorrente a posse está a garantia do acesso aos direitos fundamentais previstos na Constituição Federal

<http://www.palmares.gov.br/2012/04/comunidades-quilombolas-conceito-autodefinicao-e-direitos>

Fonte: <http://www.palmares.gov.br/quilombola>

Fonte: INCRA/MS (2014)

Fonte: Entrevista realizada com Marcelo Souza (Analista em Reforma e Desenvolvimento Agrário – Antropólogo) no dia 19 de Maço de 2013, por Sônia Rocha Lucas (PIBIC).

Fonte: Entrevista realizada com Marcelo Souza (Analista em Reforma e Desenvolvimento Agrário – Antropólogo/ INCRA) no dia 28 de janeiro de 2013, por Sônia Rocha Lucas (PIBIC).

Desintrusão é a etapa em que, após o aceite do valor avaliado e proposto pelo INCRA por parte dos proprietários não quilombolas, a Justiça dá a emissão na posse da propriedade em favor do INCRA.

Fonte: Entrevista realizada com Marcelo Souza (Analista em Reforma e Desenvolvimento Agrário – Antropólogo) no dia 19 de Maço de 2013, por Sônia Rocha Lucas (PIBIC).

Fonte: Entrevista realizada com Marcelo Souza (Analista em Reforma e Desenvolvimento Agrário – Antropólogo) no dia 19 de Maço de 2013, por Sônia Rocha Lucas (PIBIC).

<http://www.prms.mpf.mp.br/servicos/sala-de-imprensa/noticias/2013/07-1/demarcacao-de-area-quilombola-em-dourados-pode-ser-finalizada>

Fonte: INCRA/MS (2014)

Publicado

2017-10-03

Número

Sección

Regularização Fundiária

Cómo citar

Regularização fundiária de comunidades quilombolas em Mato Grosso do Sul/Brasil. (2017). Revista Brasileña de Políticas Públicas, 7(2), 231-247. https://doi.org/10.5102/rbpp.v7i2.4753