Desafios da integração regional e meio ambiente: a questão ambiental nas negociações entre Brasil e Argentina
DOI:
https://doi.org/10.5102/rdi.v9i1.1533Palabras clave:
integração regional – meio ambiente – Brasil – Argentina - MercosulResumen
O objetivo desse artigo está em analisar esta complexa interrelação entre os processos de desenvolvimento e tratamento de questões ambientais, refletindo-se numa interessante ligação entre as relações internacionais e o meio ambiente. Parte-se da percepção de que o intenso crescimento das transações comerciais internacionais, inerentes a processo de globalização, tem induzido ao aumento, proporcionalmente intenso, das preocupações quanto às possíveis conseqüências advindas destes processos, como, por exemplo, em relação aos impactos sobre o meio ambiente. Pretende-se analisar a forma com que a temática ambiental é inserida nas negociações multilaterais - especialmente em relação ao comércio internacional - primeiramente em um âmbito amplo, no intuito de reconhecer como vem sendo tratada a complexa relação desenvolvimento versus preservação ambiental em nível internacional; e, posteriormente focalizando-se no aspecto regional, ou seja, nas relações bilaterais entre Brasil e Argentina. Para tanto, utilizou-se uma metodologia analítica descritiva, na qual prevaleceu à pesquisa bibliográfica relacionada ao tema. Por meio dessa forma investigativa, tratou-se de questionar inicialmente a problemática de países em desenvolvimento, como Brasil e Argentina, cujas relações comerciais são intensas, nos quais se observa um descompasso entre o fluxo das transações comerciais e o tratamento da proteção ambiental. Na análise desenvolvida, constatou-se que nas diretrizes do Mercosul normas de caráter ambiental que sejam vinculantes aos países membros não existem de forma efetiva. Trata-se de uma conjuntura que conduz à inexistência da proteção ambiental, vez que envolve políticas distintas, e por vezes conflitantes. , em relação à proteção do meio ambiente. Contudo, a viabilidade dessa política tem-se como possível pela existência de uma diplomacia amistosa entre ambos países mas que, no entanto, efetivamente está distante da realidade.Referencias
ALMEIDA, Paulo Roberto de. Mercosul: fundamentos e
perspectivas. 2.ed. São Paulo: LTr, 1998.
APEX BRASIL. Agencia Brasileira de Promoção de
Exportações e Investimentos. Argentina Intercâmbio
bilateral. 19/01/2007.
BALICKI, Marcelo. A delimitação do princípio da
precaução e o paradigma complexo de Edgar Morin.
Revista de Direito Ambiental, São Paulo, v. 12 n. 48, out/
dez., 2007.
BARRAL, Welber. Dumping e comércio internacional: a
regulamentação antidumping após a Rodada Uruguai. Rio
de Janeiro: Forense, 2000.
BECK, Ulrich. O que é globalização? Equívocos do
globalismo e respostas à globalização. São Paulo: Paz e
Terra, 1999.
BECK, Ulrich. Risk society: towards a new modernity. Great
Britain: Sage Publications, 1992.
BIANCHI, Patrícia Nunes Lima. Meio Ambiente:
certifi cações ambientais e comércio internacional. 2. ed.
Curitiba: Juruá, 2008.
CARVALHO, Délton W. Os riscos ecológicos e a sua gestão
pelo Direito Ambiental. Estudos Jurídicos, São Leopoldo,
v.39, n.2, jul./dez., 2006.
CASELLA, Paulo B.; ARAÚJO, Nádia (Coord.). Integração
jurídica interamericana: as Convenções Interamericanas
de Direito Internacional Privado (CIDIPs) e o direito
brasileiro. São Paulo: LTr, 1998.
CASTILHO, S.C.P. et al. Os Acordos Multilaterais
Ambientais e a OMC. 2004. Disponível em:
cepea.esalq.usp.br/pdf/cma_mar04fi nal.pdf.>. Acesso em:
out., 2009.
COMISSÃO EUROPEIA. Relatório geral sobre actividade
da União Européia: 2008. Bruxelas: Comunidade Européia,
Disponível em:< http://europa.eu/generalreport/pt/
rg2008pt.pdf>. Acesso em: 06 out.2010
COMUNIDADE EUROPÉIA. Comunicação da
Comunidade. Comunicação da Comissão das Comunidades
Europeias relativa ao Princípio da Precaução. Bruxelas:
Editora, 2000.
FEKETEKUTY, G.; ROGOWSKY, R. Th e scope, implication
and economic rationale of a competition oriented approach
to future multilateral trade negotiations. In: ARNDT, A.;
MILNER, C. Th e World Economy. Cambridge: Blackwell, 1996.
FREITAS, M. A. S. Análise de risco e incerteza na gestão
hidroambiental. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE
RECURSOS HÍDRICOS, 15., 2003, Curitiba. Anais...
Curitiba: ABRH, 2003.
GIDDENS, Anthony. Um mundo desbocado: los refl ectos
de la globalización en nuestras vidas. Madrid: Grupo
Santillana, 1999.
GOMES, Carla A. Textos dispersos de direito do ambiente.
Lisboa: A.A.F.D. Lisboa, 2009.
GONÇALVES, R. As relações Brasil-EUA e a formação da
ALCA. In: ALCA e meio ambiente. Rio de Janeiro: FASE, 2000.
KOTLER, Philip. O marketing das nações: uma abordagem
estratégica para construir as riquezas nacionais. São Paulo:
Futura, 1997.
KRASNER, Stephen (Org.). International regimes. Ithaca:
Cornell, 1983.
LEITE, José Rubens Morato; AYALA, Patryck de Araújo. A
transdisciplinaridade do direito ambiental e a sua equidade
interacional. Revista de Direito Ambiental, São Paulo, n. 22,
abr./jun., 2001.
LUHMANN, Niklas. Risk: a sociological theory. New
Brunswick, New Jersey: Transaction Publishers, 2008.
LUHMANN, Niklas. Sociología del riesgo. 3.ed. México
(D.F.): Universidad Iberoamericana, 2006.
LUHMANN, Niklas. Sociología del riesgo. Guadalarara: Univ.
Iberoamericana, 1992.
MAGRINI, Alessandra. Política e gestão ambiental:
conceitos e instrumentos. Revista Brasileira de Energia, Rio
de Janeiro. v. 8, n. 2, p. 135-147, 2001.
MERCOSUL. Tratado de Assunção: tratado para a
constituição de um mercado comum entre a república
argentina, a república federtiva do brasil, a república do
paraguai e a república oriental do uruguai Disponível em: <
http://www.MercosulMercosul.gov.br/tratados-e-protoco
los/tratado-de-assuncao-1/.>.Acesso em:02 out..2010
MOTA, Mauricio. Princípio da precaução no direito
ambiental: uma construção a partir da razoabilidade e
da proporcionalidade. Revista de Direito Ambiental, São
Paulo, v.13 n.50, , p. 180-211, abr/jun., 2008.
MUÑOZ, Heraldo. A nova política internacional. São
Paulo: Alfa-Omega, 1996.
PESSANHA, Lavínia de; WILKINSON, John. Transgênicos,
recursos genéticos e segurança alimentar. Campinas:
Armazém do Ipê, 2005, 130.
QUEIROZ, Fábio Albergaria de. Meio ambiente e comércio
internacional: relação sustentável ou opostos inconciliáveis?
Brasília. 2003. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento
Sustentável) - Centro de Desenvolvimento Sustentável
(CDS), Universidade de Brasília, Brasília, 2003.
QUEIROZ, Fábio Albergaria de. Meio Ambiente e
comércio na agenda internacional: a questão ambiental nas
negociações da OMC e dos blocos econômicos regionais.
Ambiente & sociedade, Campinas, v.8, n. 2, dec. 2005.
REUNIÃO ORDINÁRIA DO SUBGRUPO DE
TRABALHO DO MERCOSUL, 17., 2001, Florianópolis.
SGT-6/Ata Nº 2/2001: realizada em março de 2001.
VARELLA, Marcelo D.; PLATIAU, Ana Flávia;
SCHLEICHER, Rafael. Meio ambiente e relações
internacionais: perspectivas teóricas, respostas
institucionais e novas dimensões de debate. Revista
Brasileira de Política Internacional, Brasília, ano 47, n.2,
p.2-32, 2004.
VARGAS, Everton Vieira. Átomos na integração: a
aproximação Brasil-Argentina no campo nuclear e na
construção do Mercosul. Revista Brasileira de Política
Internacional. Brasília, v. 40, n. 1, jun. 1997. Disponível
em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_
arttext&pid=S0034-73291997000100003&lng=pt&nrm=i
so >. Acesso em: 21 out. 2010.
VIOLA, Eduardo. Reunião de estudos: Brasil-Argentina:
uma relação estratégica: síntese histórica do Mercosul.
Brasília: Presidência da Republica, Gabinete de Segurança
Institucional, Secretaria de Acompanhamento e Estudos
Institucionais, 2006.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Authors who publish with this journal agree to the following terms:
a) Authors retain copyright over their work and grant the journal the right of first publication, with the work simultaneously licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License (CC BY 4.0), which allows others to share the work with acknowledgement of the work's authorship and its initial publication in this journal.
b) Authors are able to enter into separate, additional contractual arrangements for the non-exclusive distribution of the journal's published version of the work (e.g., post it to an institutional repository or publish it in a book), with an acknowledgement of its initial publication in this journal.
c) Authors are permitted and encouraged to post their work online (e.g., in institutional repositories or on their personal website) prior to and during the submission process, as it can lead to productive exchanges, as well as earlier and greater citation of published work.