Corte Interamericana de Direitos Humanos - Opinião Consultiva 4/84 – a margem de apreciação chega à América.

Autores/as

  • Paloma Morais Corrêa London School of Economics and Political Science image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.5102/rdi.v10i2.2581

Palabras clave:

Direito Internacional, Sistema Interamericano de Proteção aos Direitos Humanos

Resumen

O Movimento Internacional dos Direitos Humanos desafia o conceito clássico de soberania estatal. Em contrapartida, os argumentos em defesa da soberania representam um obstáculo aos movimentos de universalização e regionalização dos direitos humanos. Este artigo realiza uma análise qualitativa jurisprudencial, doutrinária e documental acerca do desenvolvimento de uma doutrina de deferência na supervisão internacional de direitos humanos – a margem de apreciação. Tal teoria foi criada pela jurisprudência da Corte Europeia de Direitos Humanos com o objetivo de preservar a discricionariedade dos Estados na implementação de normas internacionais de direitos humanos. Na jurisprudência do Sistema Interamericano, a margem de apreciação ganhou espaço na Opinião Consultiva 4/84, que discutia mudanças constitucionais no processo de naturalização de estrangeiros na Costa Rica. Este artigo tem o objetivo de analisar o único momento no qual a Corte Interamericana de Direitos Humanos aplicou a teoria da margem de apreciação, teoria essa que, no continente Europeu, revela-se parte integrante do raciocínio jurídico. O estudo indica que a margem de apreciação como mecanismo de defesa da soberania estatal foi utilizado pelo Sistema Interamericano de forma mais cautelosa da que tem sido observada no Sistema Europeu. Criticamente, demonstrar-se-á que a utilização da doutrina da margem de apreciação nas decisões dos tribunais internacionais revela a superficialidade do comprometimento das democracias liberais com os direitos humanos. Palavras-chave: soberania, direitos humanos, margem de apreciação.

Biografía del autor/a

  • Paloma Morais Corrêa, London School of Economics and Political Science
    Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2008), com intercâmbio de um semestre na Universidade de Westminster, Londres (2006). Mestre em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2010) e Mestre em Direitos Humanos pela London School of Economics and Political Science (2010). Advogada. Foi professora no curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Pelotas. Atualmente, é Analista Técnica de Políticas Sociais no Ministério do Desenvolvimento Social e combate à Fome.

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Publicado

2014-01-04

Cómo citar

Corte Interamericana de Direitos Humanos - Opinião Consultiva 4/84 – a margem de apreciação chega à América. (2014). Revista de Direito Internacional, 10(2), 262-279. https://doi.org/10.5102/rdi.v10i2.2581