Direitos humanos, decolonialidade e feminismo decolonial: ferramentas teóricas para a compreensão de raça e gênero nos locais de subalternidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5102/rbpp.v10i2.6877

Palavras-chave:

Decolonialidade, Direitos Humanos, Gênero. Raça, Subalternidade.

Resumo

Algumas vertentes teóricas têm se popularizado no campo das ciências sociais buscando identificar formas de compreender as diferenças marcadas pela raça e gênero e seus reflexos na sociedade. Contudo, observa-se que esses debates tendem a permanecer apenas entre seus pares, nos quais, dificilmente, os oprimidos e invisibilizados são ouvidos, lidos e referenciados em espaços acadêmicos, dentre outros espaços de privilégio. Portanto, o objetivo deste artigo é analisar como as vertentes teóricas decorrentes das teorias críticas dos direitos humanos e dos estudos decoloniais (feminismo decolonial), permitem a compreensão e visibilidade de diversas opressões em razão da raça e gênero, de maneira complementar e emancipatória. O problema de pesquisa questiona a possibilidade de se instrumentalizar essas ferramentas teóricas para emancipar pessoas em condições de subalternidade. Utiliza-se o método qualitativo, procedendo com a revisão bibliográfica através da metodologia relacional, trazendo o diálogo entre questões dogmáticas dos direitos humanos, dando ênfase a contribuições teóricas ainda pouco utilizadas nos estudos jurídicos, como os estudos decoloniais e o feminismo descolonial. Esse estudo apresenta o seu valor e originalidade por evidenciar a necessidade de mudar as lentes teóricas de interpretação, sobretudo nas questões relacionada a raça e gênero, cujas existências estão associadas aos direitos humanos e a colonialidade. Chega-se à conclusão de que o pensar de crítico e o reconhecimento dos aspectos coloniais nas mais básicas relações sociais permite que seja reconhecida a necessidade de ir além dos espaços acadêmicos e reconhecer outras epistemes e projetos de luta e resistência.

Biografia do Autor

  • Rute Passos, Universidade Tiradentes
    Advogada. Mestra em Direitos Humanos, Universidade Tiradentes – UNIT, Sergipe Brasil. Assistente de Regularização Migratória do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante – CDHIC, São Paulo, Brasil. Pesquisadora da Rede Sul-Americana de Migrações Ambientais – RESAMA, São Paulo, Brasil.
  • Leticia Rocha Santos, Universidade Tiradentes
    Mestra em Direitos Humanos, Universidade Tiradentes – UNIT, Sergipe Brasil. Pós Graduanda em Direito Público pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUCMG. Advogada integrante da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Sergipe.
  • Fran Espinoza, Universidade Tiradentes
    PhD em Estudos Internacionais, Universidade de Deusto, ex-bolsista da Cátedra UNESCO-Deusto, Espanha; Foi Researcher Marie Curie Action, Initial Network SPBuild (Comissão Europeia) Universidade de Coimbra, Portugal; Mestre em Estudos Internacionais de Paz, Conflitos e Desenvolvimento, Universidade Jaume I, Espanha. Pós-doutorado em Políticas Públicas, Universidade Federal do Paraná, Brasil. É professor titular do Programa de Pós-graduação em Direitos Humanos, Universidade Tiradentes – UNIT, Aracaju, Sergipe, Brasil.

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Publicado

2020-10-26

Edição

Seção

Seção II: Dossiê Temático - Parte Geral: Aspectos Teóricos

Como Citar

Direitos humanos, decolonialidade e feminismo decolonial: ferramentas teóricas para a compreensão de raça e gênero nos locais de subalternidade. (2020). Revista Brasileira de Políticas Públicas, 10(2). https://doi.org/10.5102/rbpp.v10i2.6877