Tributação como política para combater as desigualdades sociais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5102/rbpp.v14i3.8592

Palavras-chave:

Desigualdade social, Sistema tributário progressivo, Imposto de Renda da Pessoa Física.

Resumo

O objetivo deste artigo é demonstrar que a equidade no sistema tributário constitui instrumento fundamental para que sejam alcançados os objetivos constitucionais de erradicação da pobreza e redução das desigualdades sociais. A atual matriz tributária brasileira onera, de forma mais gravosa, os cidadãos que estão na parte inferior da hierarquia econômica. A solução para fim das desigualdades sociais no Brasil deve contemplar um sistema tributário que seja norteado pelo Princípio da Capacidade Contributiva, como expressão do Princípio da Igualdade em matéria tributária, que atue como instrumento de distribuição de riqueza e de garantia da não tributação do mínimo existencial. Inicialmente, analisa-se o problema da desigualdade social, restando demonstrado que o Brasil é um país desigual, com elevada concentração de renda e que as políticas públicas não são suficientes para resolver tais problemas. O estudo prossegue com o exame do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A partir da análise de dados públicos disponibilizados pela Secretariada Receita Federal na Internet, demonstrou-se a regressividade do IRPF para aqueles que estão no topo da hierarquia econômica. Nesse sentido, propôs-se uma reformulação desse imposto que privilegiasse a taxação progressiva, a revisão das isenções, a criação de uma alíquota majorada para tributar elevados rendimentos e a proteção do mínimo existencial. A metodologia utilizada se baseou no método indutivo, na análise documental e de dados, em especial de dados referentes ao IRPF, bem como em pesquisa bibliográfica, articulando aspectos da Economia, do Direito Tributário e do Direito Constitucional.

Biografia do Autor

  • Johnny Wilson Araújo Cavalcanti, Universidade de Fortaleza - Unifor
    Mestrando em Direito Constitucional pela UNIFOR; Mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco; Auditor-Fiscal da Receita Federal
  • Gina Vidal Marcílio Pompeu, Universidade de Fortaleza
    Doutora em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco. Mestrado em Direito e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Ceará. Graduação em Direito pela Universidade Federal do Ceará. Professora Titular de Direito Constitucional da Universidade de Fortaleza e do Programa de Pós-Graduação em Direito Constitucional da Universidade de Fortaleza. Estágio Pós-Doutoral em Direito Econômico pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Estágio pós-doutoral em direitos humanos, econômicos e a responsabilidade social das empresas pela Faculdade de Direito da Universidade do Havre. Coordenadora do Doutorado em Direito Constitucional (DINTER) UNIFOR - CIESA. Analista Legislativo Advogada NSP 23 da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.
  • Natércia Sampaio Siqueira, Universidade de Fortaleza
    Doutora em Direito Constitucional pela Universidade de Fortaleza. Mestre em Direito Tributário pela UFMG. Pós-doutoranda em Direito Econômico pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Professora da Pós-graduação (mestrado e doutorado) em direito constitucional da Universidade de Fortaleza. Integrante do Grupo de Pesquisa REPJAL. Procuradora fiscal do Município de Fortaleza.

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Publicado

2025-04-07

Edição

Seção

Desenvolvimento e Gestão Publica

Como Citar

Tributação como política para combater as desigualdades sociais. (2025). Revista Brasileira de Políticas Públicas, 14(3). https://doi.org/10.5102/rbpp.v14i3.8592