A análise do mecanismo redd+ com vistas à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e à proteção da diversidade biológica florestal

Autores/as

  • Diogo Andreola Serraglio Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)
  • Heline Sivini Ferreira Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)

DOI:

https://doi.org/10.5102/rdi.v13i2.4050

Palabras clave:

Mudanças Climáticas, Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, Protocolo de Quioto, Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, REDD , Diversidade biológica florestal.

Resumen

Considerando que as intervenções humanas no meio ambiente são a principal causa das mudanças climáticas, o presente estudo volta-se à análise do REDD+, um mecanismo de combate ao desflorestamento que incentiva as reduções de emissões de gases de efeito estufa na atmosfera por desmatamento e degradação ambiental e as boas práticas de conservação e restauração que propiciam a manutenção e o aumento dos estoques de carbono. Por meio do método dedutivo, fazendo-se a subsunção da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), bem como de todo aparato legislativo elaborado em âmbito internacional desde então, pretende-se atingir os seguintes objetivos específicos: inicialmente, examinar os principais aspectos da UNFCCC e do Protocolo de Quioto, enfatizando-se a relação existente entre florestas e mudanças climáticas; posteriormente, tratar dos mecanismos de flexibilização estabelecidos pelo Protocolo de Quioto, conferindo-se destaque ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL); ulteriormente, analisar a evolução do debate a respeito do REDD+ no âmbito das negociações climáticas; e, por fim, relacioná-lo à proteção da diversidade biológica florestal. Reconhece-se que o REDD+, a despeito das limitações existentes por ser um instrumento de caráter eminentemente econômico, pode vir a contribuir para a conservação dos remanescentes florestais, auxiliando não apenas a implementação da política internacional de mudanças climáticas, mas também a preservação da diversidade biológica florestal.

Biografía del autor/a

  • Diogo Andreola Serraglio, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)
    Doutorando em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR); Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Mestre em Direito Econômico e Socioambiental pela PUCPR; Especialista em Direito Internacional do Meio Ambiente pela United Nations Institute for Training and Research (UNITAR); Pós-graduado em Direito Ambiental pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); Graduado em Direito pelo Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA); Membro da Comissão Mundial de Direito Ambiental da International Union for Conservation of Nature (IUCN); Membro da Rede Latino-Americana de Antropologia Jurídica; Participante do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente: Sociedades Tradicionais e Sociedade Hegemônica (PUCPR/CNPq); Advogado.
  • Heline Sivini Ferreira, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)
    Doutora em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tendo realizado seu estágio de doutoramento no Centre for Environmental Law da Macquarie University, em Sidney, Austrália; Professora Adjunta do Curso de Graduação e do Programa de Pós-Graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR); Membro do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente: Sociedades Tradicionais e Sociedade Hegemônica (PUCPR/CNPq) e do Grupo de Pesquisa Direito Ambiental e Ecologia Política na Sociedade de Risco (UFSC/CNPq); Diretora de Assuntos Internacionais do Instituto O Direito por um Planeta Verde (IDPV); Coordenadora Regional da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil (APRODAB/SUL); Membro da Commission on Environmental Law da International Union for Conservation of Nature.

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Publicado

2016-11-06

Número

Sección

Direito Internacional e Biodiversidade

Cómo citar

A análise do mecanismo redd+ com vistas à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e à proteção da diversidade biológica florestal. (2016). Revista de Direito Internacional, 13(2), 78-94. https://doi.org/10.5102/rdi.v13i2.4050