A dissonância do quadro institucional brasileiro e os desafios para a Rio+20

Autores/as

  • Ana Flávia Barros-Platiau UnB
  • Carlos Henrique Rubens Tomé Silva Federal Senate image/svg+xml
  • Fernanda Viana de Carvalho TNC

DOI:

https://doi.org/10.5102/rdi.v9i3.1889

Palabras clave:

Rio 20. Mudança do clima. Código Florestal. Diversidade biológica. Dissonância institucional.

Resumen

O objetivo deste artigo é analisar a coerência entre a política externa e a política doméstica brasileira em relação a temas de interesse para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável realizada em junho de 2012, no Rio de Janeiro. O método de pesquisa foi o estudo comparativo de dois casos, o da mudança do clima e o da reforma do Código Florestal, com base em referenciais teóricos de Trachtman; Keohane e Victor; e Hathaway. A principal conclusão é que o Brasil atravessa um período de fragilidade institucional, notadamente entre os Poderes Executivo e Legislativo, nas questões referentes à fácil adesão a tratados internacionais ambientais e à sua difícil internalização e cumprimento (compliance). Em consequência, obrigações internacionais que o País assume não são necessariamente respaldadas por políticas domésticas subsequentes, o que coloca em risco a capacidade nacional de honrar seus compromissos internacionais. A originalidade do texto consiste na sua abordagem interdisciplinar entre o direito e as relações internacionais na esfera do Estado e de atores subnacionais.

Biografía del autor/a

  • Ana Flávia Barros-Platiau, UnB
    RI

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Publicado

2012-11-08

Cómo citar

A dissonância do quadro institucional brasileiro e os desafios para a Rio+20 . (2012). Revista de Direito Internacional, 9(3), 159-170. https://doi.org/10.5102/rdi.v9i3.1889