A imunidade de jurisdição das Organizações Internacionais face ao direito de acesso à justiça

Autores/as

  • Fernanda Araújo Kallás e Caetano Centro Universitário de Belo Horizonte - UNIBH Centro Universitário UNA - Belo Horizonte

DOI:

https://doi.org/10.5102/rdi/bjil.v13i3.4242

Palabras clave:

Imunidades de jurisdição. Imunidades de execução. Imunidades relativas. Organizações internacionais. Acesso à justiça.

Resumen

O presente artigo objetiva analisar a possibilidade de relativização das imunidades de jurisdição e de execução das organizações internacionais sob o argumento da ocorrência de uma afronta ao direito de acesso à justiça nos casos em que exista previsão convencional que disponha sobre a imunidade absoluta de tais entes. Em relação a esta hipótese, reconhece-se que a imunidade não contraria o direito de acesso à justiça na medida em que ela não pretende privar o requerente de toda possibilidade de ver sua causa processada, mas apenas indicar que o foro escolhido é inadequado, direcionando-o a outro foro mais apropriado para o julgamento da demanda. Todavia, argumenta-se que a relativização da imunidade deve ser admitida quando a organização internacional não tenha indicado vias alternativas efetivas para a solução das controvérsias. Ressalva-se desta hipótese, contudo, a situação na qual o Estado do foro seja parte da organização internacional pois, como membro do sistema, ele não poderia se considerar estranho a essa responsabilidade. Conclui-se que, nestes casos, o Estado do foro deveria manter as imunidades da organização da qual é membro, arcando com o ônus que a priori seria da organização, afim de conciliar o direito de acesso à justiça do particular com as suas obrigações estatais resultantes da lógica organizacional.

Biografía del autor/a

  • Fernanda Araújo Kallás e Caetano, Centro Universitário de Belo Horizonte - UNIBH Centro Universitário UNA - Belo Horizonte
    Doutora em Direito Internacional pela PUC-MG (2016). Mestre em Direito Internacional pela Université Paris II (2006), diploma revalidado no Brasil pela UnB (2007). Professora de Direito Internacional Público e Direito Internacional Privado do Centro Universitário Una, do Centro Universitário de Belo Horizonte - UniBH e da Faculdade Promove. Professora do Curso de Pós-Graduação em Direito Internacional do Cedin-BH. Pesquisadora do grupo de pesquisa Empresa, Mercado e Desenvolvimento Social (UNA). Advogada.

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Publicado

2017-02-01

Número

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Cómo citar

A imunidade de jurisdição das Organizações Internacionais face ao direito de acesso à justiça. (2017). Revista de Direito Internacional, 13(3), 391-403. https://doi.org/10.5102/rdi/bjil.v13i3.4242