A formulação da agenda político-criminal com base no modelo de ciência conjunta do direito penal
DOI:
https://doi.org/10.5102/rbpp.v8i1.5125Palavras-chave:
Políticas Públicas, Política Criminal, Ciência Conjunta do Direito PenalResumo
O presente trabalho está vinculado à linha de pesquisa "Construção do Saber Jurídico", do Programa de Pós-Graduação em Direito do UNIVEM, fruto de discussões travadas no âmbito do Grupo de Pesquisa “Novos direitos, controle social e aspectos criminológicos”. O Estado Democrático de Direito é um Estado interventivo, voltado a resolver problemas sociais. Essas questões têm sido objeto de planos de ação voltados à concretização dos objetivos estatais, aos quais tem-se dado o nome de "políticas públicas". Um dos mais graves problemas é a crescente criminalidade e os fatores que dela derivam. Faz-se necessária uma política pública voltada às questões penais que seja capaz de refletir as demandas relacionadas à criminalidade. O objetivo do presente do trabalho é, por intermédio de pesquisa bibliográfica e documental, estudar construção da política criminal a partir do modelo da "ciência conjunta do direito penal". O trabalho é justificável pela necessidade de se aprimorar dogmática penal, adaptá-la às modificações sociais, de modo efetivá-la na prevenção e no combate à criminalidade sem descuidar-se da vinculação aos direitos humanos. Conclui-se pela necessidade de utilização de um modelo integrado entre as ciências criminais, de modo a aprimorá-las conjuntamente e constantemente.Referências
ADORNO, Sérgio. A gestão urbana do medo e da insegurança: violência, crime e justiça penal na sociedade brasileira contemporânea. 1996. Tese (Doutorado) - Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996.
BARATTA, Alessandro. Política criminal: entre la política de seguridad e la política social. In: ELBERT, Carlos Alberto (Org.). Criminología y sistema penal: compilación in memoriam. Buenos Aires: Editorial B de F, 2004. p. 152-167. (Colección: Memoria Criminológica, 1)
BATISTA, Nilo. Introdução crítica ao direito penal brasileiro. 8. ed. Rio de Janeiro: Revan, 2002.
BIRKLAND, Thomas. Models of the Policy Process. In: RABIN, Jack (Org.). Encyclopedia of public administration and public policy. Nova York: Oxford University Press, 2005. p. 188-191. B
RASIL. Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Brasília: Ministério da Justiça, 2015.
BUCCI, Maria Paula Dallari. O conceito de política pública em direito. In: BUCCI, Maria Paula Dallari (Org.). Políticas públicas: reflexões sobre o conceito jurídico. São Paulo: Saraiva, 2006. p. 1-49.
BUCCI, Maria Paula Dallari.Direito Administrativo e Políticas Públicas.São Paulo: Saraiva, 2002.
BUSATO, Paulo Cesar. Direito penal: parte geral. São Paulo: Atlas, 2013.
CARVALHO, Salo de. Antimanual de criminologia. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2008.
COMPARATO, Fábio Konder.Ensaio sobre o juízo de constitucionalidade de políticas públicas.Revista dos Tribunais, ano 86, n. 737, p. 39-48, mar. 1997. COSTA, José Francisco de Faria. Noções fundamentais de direito penal. 4. ed. Coimbra: Coimbra, 2015.
DELMAS-MARTY, Mireille. Os grandes sistemas da política criminal. São Paulo: Manole, 2004.
DIAS, Jorge de Figueiredo. Questões fundamentais do direito penal revisitadas. São Paulo: RT, 1999.
DYE, Thomas. Mapeamento dos modelos de análise de políticas públicas. In: HEIDEMANN, Francisco; SALM, José Francisco (Orgs.). Políticas públicas e desenvolvimento: bases epistemológicas e modelos de análise. Brasília: UnB, 2009. p. 99-128.
ELBERT, Carlos Alberto (Org.). Criminología y sistema penal: compilación in memoriam. Buenos Aires: Editorial B de F, 2004. (Colección: Memoria Criminológica, 1)
FRAGOSO, Heleno Cláudio. Lições de direito penal: parte geral. 16. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2003.
FREIRE, Moema Dutra. Paradigmas de segurança no Brasil: da ditadura aos nossos dias. Revista Brasileira de Segurança Pública, v. 3, n. 5, p. 100-114, ago./set. 2009.
FREY, Klaus. Políticas públicas: um debate conceitual e reflexões referentes à prática da análise de políticas públicas no Brasil. Planejamento e políticas públicas, Brasília, v. 21, p. 211-259, 2000.
GALVÃO, Fernando. Política criminal. Belo Horizonte: Mandamentos, 2000.
GOMES, Luiz Flávio; ALMEIDA, Débora de Souza. Populismo penal midiático: caso mensalão, mídia disruptiva e direito penal crítico. São Paulo: Saraiva, 2013. (Coleção Saberes Monográficos)
GUINDANI, Miriam Krenzinger A. Sistemas de Política Criminal: retórica garantista, intervenções simbólicas e controle social punitivo. Cadernos CEDES/IUPERJ, v. 1, p. 01-19, 2005.
HASSEMER, Winfried. Desenvolvimentos previsíveis na dogmática do direito penal e na política criminal. Revista Eletrônica De Direitos Humanos e Política Criminal, n. 2, p. 1-16, abr. 2008.
HASSEMER, Winfried; MUÑOZ CONDE, Francisco. Introduccion a la criminologia y al derecho penal. Valencia: Tirant lo Blanc, 1989.
HEIDEMANN, Francisco; SALM, José Francisco (Orgs.). Políticas públicas e desenvolvimento: bases epistemológicas e modelos de análise. Brasília: UnB, 2009.
HÖFLING, Eloisa de Mattos. Estado e políticas (públicas) sociais. Cadernos CEDES, ano 21, n. 55, p. 30-41, nov. 2001.
MORAES, Maurício Zaoide de. Política criminal, Constituição e processo penal: Razões da Caminhada Brasileira para a Institucionalização do Caos. Revista da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, v. 101, p. 403-430, jan./dez. 2006.
MULLER, Pierre. Las políticas públicas. Bogotá: Universidad Externado de Colombia, 2000.
PEREIRA, José Hygino Duarte. Prefácio. In: VON LISZT, Franz. Tratado de Direito Penal Allemão. Rio de janeiro: F. Briguiet & C, 1899. Tomo I. p. XXIX-LXXVIV.
RABIN, Jack (Org.). Encyclopedia of public administration and public policy. Nova York: Oxford University Press, 2005.
ROXIN, Claus. La evolución de la Política criminal, el Derecho penal y el Proceso penal. Valencia: Tirant lo Banch, 2000.
ROXIN, Claus. Política criminal e sistema jurídico-penal. Rio de Janeiro: Renovar, 2002.
SANTOS, José Eduardo Lourenço dos. A derrotabilidade como mecanismo para um direito penal mínimo: em respeito aos direitos fundamentais e a um estado democrático de direito. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2017.
SANTOS, Juarez Cirino dos. Política criminal: realidade e ilusões do discurso penal. Discursos Sediciosos, Rio de Janeiro, v. 1, p. 53-57, 2002.
SARAVIA, Enrique. Introdução à teoria da política pública. In: SARAVIA, Enrique; FERRAREZI, Elisabete (Orgs.). Políticas públicas. Brasília: ENAP, 2006. v. 1. p. 21-43.
SARAVIA, Enrique; FERRAREZI, Elisabete (Orgs.). Políticas públicas. Brasília: ENAP, 2006. v. 1.
SCHNEIDER, Anne; INGRAM, Helen. Policy Design. In: RABIN, Jack (Org.). Encyclopedia of public administration and public policy. Nova York: Oxford University Press, 2005. p. 204-208.
SILVA SÁNCHEZ, Jesus Maria. Política criminal en la dogmática: algunas cuestiones sobre su contenido y límites. In: ROXIN, Claus. La evolución de la Política criminal, el Derecho penal y el Proceso penal. Valencia: Tirant lo Banch, 2000. p. 95-111.
SMITH, Kevin; LARIMER, Christopher. The public policy theory primer. Boulder: Westview Press, 2009.
SUBIRATS. Joan. Definición del problema. Relevancia pública y formación de la agenda de actuación de los poderes públicos. In: SARAVIA, Enrique; FERRAREZI, Elisabete (Orgs.). Políticas públicas. Brasília: ENAP, 2006. v. 1. p. 199-219.
VON LISZT, Franz. Tratado de Direito Penal Allemão. Rio de janeiro: F. Briguiet & C, 1899. Tomo I.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
“Eu XXXX declaro que em caso de aceitação do artigo inédito, a Revista Brasileira de Políticas Públicas passa a ter os direitos autorais a ele referentes sendo vedada qualquer reprodução total ou parcial, em qualquer outro meio de divulgação impresso ou eletrônico. Em caso de necessidade, autorização prévia deverá ser solicitada por escrito junto ao Editor-gerente da RBPP”.
Revista Brasileira de Políticas Públicas do UniCEUB está licenciada sob uma LICENÇA CREATIVE COMMONS licence Creative Commons Attribution 4.0 International.
http://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/